



O2HLagos - Centro de Medicina Hiperbárica e Tratamento de Feridas
Av. Teixeira e Souza, 2104 - São Cristóvão - Cabo FrioTel.: (22) 2648-0878 - contato@o2hlagos.com.br http://www.o2hlagos.com.br
Dr. Cristiano Passos Alonso - Diretor técnico/médico hiperbarista CRM: 5267447-8, Dr. Frederico Sales de Matos - Gastroenterologista/médico hiperbarista CRM: 5262973-1, Dr. Heitor José Utrini Fontes - Cirurgião geral/médico hiperbarista CRM: 5265978-9, Dr. Fábio Pessanha Wagner de Brito - Angiologista/cirurgião vascular/médico hiperbaristaCRM: 5268114-8 , Gabryella Vencionek Barbosa- Enfermeira chefe - COREN: 26884, Rodrigo M. Lopes - Tecnico de enfermagem COREN: 332197, José Junio Monteiro Bezerra - Auxiliar de enfermagem COREN: 431316.
ADMINISTRADOR: PAULO C.P. CARNEIRO
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Serviços e Mecanismos de Ação da OHB.
O oxigênio hiperbárico é usado para o tratamento de condições em que a isquemia, edema, formação de bolhas, intoxicação tecidual ou agentes infecciosos interfiram com a sobrevida, função ou cicatrização dos tecidos. Seus efeitos são obtidos através de cinco mecanismos principais de ação:
Hiperoxigenação: O oxigênio é transportado pelo sangue de duas formas: quimicamente ligado à hemoglobina e fisicamente dissolvido no plasma. Com a OHB há uma saturação completa da hemoglobina e aumento considerável do oxigênio dissolvido no plasma.
Vasoconstrição: O aumento de pO2 arterial leva à vasoconstrição generalizada. Este efeito pode ser benéfico no tratamento de patologias em que o edema seja o principal problema. Embora possamos pensar nesta isquemia, devemos levar em consideração que a hiperoxigenação obtida suplanta a isquemia causada pela vasoconstrição.
Redução no tamanho das bolhas: Está diretamente relacionada ao aumento da pressão ambiental de acordo com a Lei de Boyle. Além disso, através do mecanismo de contradifusão o oxigênio substitui o gás inerte presente na bolha, provocando assim a sua reabsorção pelos líquidos orgânicos.
Neovascularização: A OHB acelera a neovascularização através da elevação intermitente da pO2 arterial, resultando no aumento da proliferação celular.
Efeito Antimicrobiano: A OHB é bactericida, exercendo efeito inibitório no crescimento e produção de toxinas na maioria de anaeróbios e de aeróbios microaerófilos. O suprimento de oxigênio para uma área de invasão bacteriana é essencial para a efetiva ação dos leucócitos(fagocitose). Sendo assim, a OHB favorece a atuação dos leucócitos em meios isquêmicos e/ou hipóxicos.
Indicações para a Oxigenoterapia
Gangrena Gasosa, Síndrome de Fournier e outras infecções necrotizantes de tecidos moles; celulites, fasceítes e miosites: A diminuição da taxa de mortalidade é significativa quando se usa o debridamento cirúrgico com a antibióticoterapia e a OHB.
Doença Descompressiva: A OHB é o tratamento de escolha. É provocada pela descompressão inadequada de mergulhadores, trabalhadores de bolsão pneumático, minas, etc.
Intoxicação por Monóxido de Carbono ; intoxicação por cianetos ou derivados cianídricos: É o tratamento de escolha nos pacientes com intoxicação por CO que não se recuperam total e imediatamente após a inalação de O2 a 100% em pressão ambiente. Na pneumonite química, causada por inalação de CO ou intoxicação por cianetos, a OHB leva a uma redução significativa do edema pulmonar, ajuda a reverter a acidose tissular e reduz os efeitos colaterais do tratamento convencional que provoca a produção de grande quantidade de meta hemoglobina.
Isquemias Agudas Traumáticas: Lesões por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantes de extremidades amputadas, etc. Usamos a OHB para combater a hipóxia e o edema tecidual decorrente do trauma e os efeitos da síndrome de reperfusão.
Vasculites Agudas: De etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxina biológica (picadas de aracnídeos, ofídios e insetos).
Queimaduras: A OHB é um importante auxiliar no tratamento de queimaduras, porque reduz o edema, mantém a integridade da microcirculação e fornece substratos essenciais para manter a vitalidade dos tecidos vizinhos à área queimada, bloqueando a progressão da lesão. Esses efeitos reduzem em 75% a necessidade de enxertos, reduzem o tempo de hospitalização, reduzem o índice de infecções, reduzem a mortalidade e os custos hospitalares em 36% por paciente.
Anemia Aguda: O tratamento de escolha é obviamente a reposição sangüínea, mas se por motivos médicos, religiosos ou por outras razões não for possível a transfusão, a OHB é empregada.
Osteomielites Refratárias: A OHB é um tratamento adjuvante aos debridamentos, antibióticoterapia, cuidados locais e outras medidas clínicas e cirúrgicas. A OHB leva a uma melhora na cicatrização de feridas em tecidos isquêmicos, infectados e debridados, estimula os osteoblastos, normaliza os mecanismos de defesa do paciente, responsáveis pela destruição das bactérias, potencializa a ação dos antibióticos, reduz o edema e diminui a reação inflamatória e estimula a osteogênese.
Embolia Gasosa: A OHB é o tratamento de escolha, seja ela causada por mergulho, intervencções cirúrgicas, procedimentos diagnósticos, diálise ou manipulações ginecológicas.
Lesões Refratárias; úlceras de pele; lesões pré-diabéticas; escaras de decúbito; vasculites auto-imunes; deiscências comuns de suturas: Essas entidades apresentam problemas derivados de um único problema básico que pode ser resolvido pela OHB que é a hipóxia tissular.
Lesões por Radiação; radiodermite; osteoradionecrose e lesões actínicas da mucosa: Os pacientes submetidos a radioterapia podem, além de seus efeitos benéficos sobre o tumor, sofrer danos teciduais adjacentes. A causa básica desta lesão está na ocorrência de endarterite proliferativa progressiva, que resulta em hipóxia celular e eventual morte celular. Além disso, são criadas extensas áreas de tecido hipocelular, hipovascular e hipóxico, aonde não existem fibroblastos e osteoblastos funcionantes. A OHB atua estimulando a angiogênese nos tecidos com viabilidade marginal. Os mecanismos que a OHB oferece nesses casos são o aumento da difusão de O2 nas áreas comprometidas, melhorando a viabilidade tecidual, a microcirculação, a síntese do colágeno e a macrovascularização.
Abcesso cerebral: A OHB eleva de modo significativo a tensão de O2 no interior do abcesso provocando a inativação e até a morte das bactérias sensíveis a presença de O2. Diminui o edema, favorecendo a melhora da microcirculação, aumenta a atividade dos leucócitos aumentando também, a passagem dos antibióticos pela barreira hemato-encefálica, além de potencializar a ação de alguns antibióticos como a vancomicina, os aminoglicosídeos e a ciprofloxacina. *Em todas as indicações o início do tratamento deverá ser o mais precoce possível.
DEPOIMENTO DE UMA PACIENTE, ANDRÉIA DIAS, COM uma ferida crônica decorrente de uma cirurgia ocasionada por fratura no tornozelo esquerdo, HÁ DEZ ANOS E EM TRATAMENTO NA CLÍNICA HÁ APENAS DOIS MESES:











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